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CID F25: O Que é o Transtorno Esquizoafetivo e Sintomas

Equipe TelemedSim08 de setembro de 2026
CID F25: O Que é o Transtorno Esquizoafetivo e Sintomas

O que é o CID F25?

O código CID F25 corresponde ao Transtorno Esquizoafetivo: uma condição em que sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) e sintomas de humor (depressão ou mania) aparecem de forma proeminente, simultânea ou alternada, na mesma pessoa.

Critérios diagnósticos do CID F25

Para o diagnóstico de F25, a CID-10 exige:

  • Presença simultânea ou alternada de sintomas afetivos (de humor) e sintomas esquizofrênicos (psicóticos), ambos proeminentes.

  • Em algum momento da vida, sintomas psicóticos (delírios, alucinações, pensamento desorganizado) precisam ter ocorrido também na ausência de sintomas afetivos proeminentes, por pelo menos duas semanas.

  • Os sintomas não podem ser explicados por uso de substâncias ou por outra condição médica.

Subcategorias do CID F25

Código

Nome

Descrição

F25.0

Tipo maníaco

Predomínio de sintomas de mania junto aos sintomas psicóticos

F25.1

Tipo depressivo

Predomínio de sintomas depressivos junto aos sintomas psicóticos

F25.2

Tipo misto

Sintomas maníacos e depressivos presentes de forma combinada, junto aos sintomas psicóticos

F25.8

Outros transtornos esquizoafetivos

Manifestações que não se encaixam nas categorias específicas acima

F25.9

Não especificado

Categoria residual, usada quando não é possível uma classificação mais específica

F25 é diferente de esquizofrenia e de transtorno bipolar

A diferença está no equilíbrio entre sintomas psicóticos e sintomas de humor. Na esquizofrenia, os sintomas psicóticos predominam, sem um componente afetivo proeminente e sustentado. No transtorno bipolar, os episódios de humor (mania ou depressão) são a característica central, geralmente sem sintomas psicóticos persistentes fora desses episódios. No transtorno esquizoafetivo, os dois tipos de sintomas coexistem de forma marcante, o que muitas vezes torna o diagnóstico mais complexo e exige acompanhamento cuidadoso ao longo do tempo para confirmar o padrão.

Quão comum é o transtorno esquizoafetivo?

Estudos estimam a prevalência do transtorno esquizoafetivo em torno de 0,5% da população (variando entre 0,3% e 1,5% conforme os critérios usados), sem diferença clara entre homens e mulheres.

Tratamento

O tratamento costuma combinar antipsicóticos, estabilizadores de humor e, em alguns casos, antidepressivos como terapia adjuvante, sempre definidos pelo médico conforme o predomínio de sintomas (mais psicóticos, mais depressivos ou misto). Vale destacar que a literatura científica reconhece a escassez de estudos clínicos desenhados especificamente para o transtorno esquizoafetivo, de forma que parte das recomendações de tratamento é extrapolada de pesquisas sobre esquizofrenia e transtorno bipolar.

Quando buscar ajuda profissional?

Vale buscar avaliação diante de sintomas psicóticos (como ouvir vozes ou ter crenças que não correspondem à realidade) combinados com alterações significativas de humor, especialmente quando esses sintomas persistem ou se repetem ao longo do tempo.

Como conseguir avaliação com psiquiatra online?

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Perguntas frequentes

O que significa CID F25?

É o código da CID-10 para o Transtorno Esquizoafetivo, caracterizado pela presença simultânea ou alternada de sintomas psicóticos e sintomas de humor (depressão ou mania), ambos proeminentes.

Qual a diferença entre transtorno esquizoafetivo e esquizofrenia?

Na esquizofrenia, os sintomas psicóticos predominam sem um componente afetivo proeminente e sustentado. No transtorno esquizoafetivo, sintomas psicóticos e de humor coexistem de forma marcante.

Qual a diferença entre transtorno esquizoafetivo e transtorno bipolar?

No transtorno bipolar, os episódios de humor são a característica central, geralmente sem sintomas psicóticos persistentes fora desses episódios. No esquizoafetivo, os sintomas psicóticos ocorrem também fora dos episódios de humor.

Transtorno esquizoafetivo tem tratamento?

Sim. O tratamento costuma combinar antipsicóticos, estabilizadores de humor e, quando indicado, antidepressivos, sempre definidos em consulta médica conforme o quadro individual.

Fontes

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