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CID F41.0: O Que é a Síndrome do Pânico e Seus Sintomas

03 de setembro de 2026
CID F41.0: O Que é a Síndrome do Pânico e Seus Sintomas

O que é a síndrome do pânico?

O código CID F41.0 corresponde ao Transtorno do Pânico (também chamado de síndrome do pânico ou ansiedade paroxística episódica): crises recorrentes de ansiedade intensa que surgem de forma súbita e imprevisível, sem estarem restritas a uma situação específica.

Critérios diagnósticos do CID F41.0

A característica central do F41.0 é a ocorrência de crises de pânico recorrentes e inesperadas, ou seja, que não acontecem exclusivamente em uma situação ou circunstância determinada. O diagnóstico é clínico, feito por psiquiatra, baseado na descrição das crises e na exclusão de outras condições que podem causar sintomas parecidos, como problemas cardíacos, respiratórios ou endócrinos. Um ponto importante: quando as crises de pânico ocorrem no contexto de um quadro depressivo já estabelecido, elas costumam ser consideradas secundárias à depressão, e não um transtorno do pânico como diagnóstico principal.

Sintomas de uma crise de pânico

Uma crise costuma ter início súbito e envolve sintomas físicos intensos, como palpitações, dor no peito, sensação de sufocamento ou falta de ar, tontura, e sensações de irrealidade (a pessoa ou o ambiente parecem "estranhos" ou "distantes"). É comum também um medo intenso e repentino de morrer, de perder o controle ou de "enlouquecer". Os sintomas costumam atingir o pico em poucos minutos.

CID F41.0 é diferente de outros transtornos ansiosos

O transtorno do pânico (F41.0) se diferencia por seu padrão de crises agudas e episódicas, com início súbito e pico rápido. Isso é diferente, por exemplo, do transtorno de ansiedade generalizada (F41.1), que envolve preocupação persistente ao longo do tempo, sem os picos característicos de uma crise de pânico.

Transtorno do pânico e agorafobia

É comum que o transtorno do pânico venha acompanhado de agorafobia: o medo de estar em situações ou lugares dos quais seria difícil escapar caso uma crise aconteça (como transporte público, espaços fechados ou multidões). A presença de agorafobia costuma indicar um quadro mais grave, com maior impacto no funcionamento diário da pessoa, e está associada a taxas mais altas de outras condições psiquiátricas associadas.

Quão comum é o transtorno do pânico?

Um estudo publicado na Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul aponta prevalência ao longo da vida de 1,6% em uma amostra da cidade de São Paulo. O transtorno costuma começar entre os 20 e os 30 anos de idade, e afeta mulheres cerca de duas vezes mais do que homens.

Tratamento

Os tratamentos com mais evidência de eficácia são a terapia cognitivo-comportamental e o tratamento com antidepressivos (ISRS e venlafaxina figuram entre as primeiras opções farmacológicas). A combinação entre psicoterapia e medicação tende a ser mais eficaz do que qualquer uma das duas abordagens isoladamente, especialmente na fase aguda do tratamento.

Quando buscar ajuda profissional

Vale buscar avaliação quando crises de pânico se repetem, quando surge medo de ter novas crises (o chamado "medo do medo") ou quando a pessoa começa a evitar lugares ou situações por causa desse medo.

Como conseguir avaliação com psiquiatra online

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Perguntas frequentes

O que significa CID F41.0?

É o código da CID-10 para o Transtorno do Pânico (síndrome do pânico), caracterizado por crises recorrentes e inesperadas de ansiedade intensa, sem relação com uma situação específica.

Quais são os sintomas de uma crise de pânico?

Palpitações, dor no peito, sensação de sufocamento, tontura, sensações de irrealidade e medo intenso de morrer, perder o controle ou enlouquecer, com início súbito e pico em poucos minutos.

Transtorno do pânico é a mesma coisa que ansiedade generalizada?

Não. O transtorno do pânico (F41.0) envolve crises agudas e episódicas. A ansiedade generalizada (F41.1) envolve preocupação persistente ao longo do tempo, sem os picos súbitos característicos de uma crise de pânico.

Síndrome do pânico tem tratamento?

Sim. Os tratamentos com mais evidência combinam terapia cognitivo-comportamental e, quando indicado, antidepressivos, definidos em consulta com psiquiatra.

Fontes

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