Fluvoxamina (Luvox): para que serve, dose e riscos
Fluvoxamina (Luvox): para que serve, dose e riscos
Fluvoxamina, vendida no Brasil sob o nome comercial Luvox, é um antidepressivo aprovado pela Anvisa para tratar depressão e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Ela se destaca por interagir com um número maior de outros medicamentos do que outros antidepressivos da mesma classe, o que exige atenção redobrada à lista completa de remédios em uso antes de iniciar o tratamento.
Para que serve a fluvoxamina
As indicações aprovadas em bula são depressão e transtorno obsessivo-compulsivo. Para TOC, é uma das opções de primeira linha entre os ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina); para depressão, costuma ser considerada quando outras opções não trazem resposta suficiente ou por preferência do psiquiatra.
Como a fluvoxamina age
Como outros ISRS, a fluvoxamina aumenta a disponibilidade de serotonina no cérebro. Os primeiros sinais de melhora costumam aparecer em cerca de duas semanas de uso regular, com efeito mais completo depois disso.
Dose usual
Uso | Dose inicial | Dose de manutenção |
|---|---|---|
Depressão | 50 mg ou 100 mg, dose única à noite | 100 mg/dia |
TOC (adultos) | 50 mg/dia por 3-4 dias | Até 300 mg/dia, conforme resposta |
TOC (8-17 anos) | Conforme orientação médica | Até 200 mg/dia |
Esses valores são referências da bula: a dose certa para cada pessoa é sempre definida pelo psiquiatra, nunca ajustada por conta própria.
Interações medicamentosas importantes
Este é o ponto que mais diferencia a fluvoxamina de outros antidepressivos: ela é uma inibidora relevante de enzimas do fígado que processam outros remédios, o que aumenta o risco de interações. Segundo a bula, a fluvoxamina não deve ser combinada com:
Inibidores da MAO (IMAO), como moclobemida e selegilina
Tizanidina
Pimozida
Linezolida
Ramelteona
Também exige cautela quando usada junto com outros medicamentos serotoninérgicos (outros antidepressivos, triptanos, tramadol, erva de São João) e com lítio, pela possibilidade de aumento dos efeitos serotoninérgicos. Por isso, é essencial informar ao psiquiatra todos os remédios, suplementos e fitoterápicos em uso antes de iniciar a fluvoxamina.
Efeitos colaterais mais comuns
Náusea
Sonolência ou insônia
Dor de cabeça
Boca seca
Inquietação, principalmente nos primeiros dias
Contraindicações
A fluvoxamina é contraindicada para tratar depressão em menores de 18 anos, e para tratar TOC em menores de 8 anos. A decisão de uso em adolescentes para TOC (quando indicado) deve ser feita com acompanhamento médico próximo.
Como conseguir avaliação e receita com psiquiatra online
A fluvoxamina é um medicamento sob prescrição médica. A TelemedSim oferece consulta psiquiátrica online para avaliar se ela é indicada para o seu caso, levando em conta outros medicamentos que você já utiliza.
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Perguntas frequentes
Luvox e fluvoxamina são a mesma coisa?
Sim. Luvox é o nome comercial mais conhecido do maleato de fluvoxamina no Brasil; fluvoxamina é o nome do princípio ativo.
Fluvoxamina serve para ansiedade?
Não é uma indicação aprovada em bula no Brasil (que cobre depressão e TOC), mas o psiquiatra pode considerar o uso conforme o quadro clínico, avaliando caso a caso.
Posso tomar fluvoxamina com outros remédios?
Depende. A fluvoxamina interage com vários medicamentos, incluindo alguns de uso comum. Informe sempre ao seu médico tudo o que você toma, inclusive suplementos, antes de iniciar o tratamento.
Quanto tempo demora para a fluvoxamina fazer efeito?
Os primeiros sinais de melhora costumam aparecer em cerca de duas semanas, com efeito mais completo depois disso.
A TelemedSim conecta você a um psiquiatra online para avaliar se a fluvoxamina é a opção mais segura para o seu caso.
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Fontes
Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A TelemedSim não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.
