Gabapentina: para que serve, dose e efeitos colaterais
Gabapentina: para que serve, dose e efeitos colaterais
Gabapentina é um medicamento anticonvulsivante que, segundo a bula, é indicado para o tratamento de crises parciais da epilepsia (em adultos e em crianças a partir de 12 anos) e da dor neuropática (em adultos a partir de 18 anos). A faixa de dose descrita na bula vai de 900 a 3.600 mg por dia, divididos em três tomadas. Os efeitos mais comuns são tontura e sonolência. A bula também alerta para a necessidade de reduzir a dose de forma gradual, para casos de abuso e dependência e para o risco da combinação com opioides. Ansiedade e insônia não estão entre as indicações da bula, e qualquer uso fora dela deve ser decidido por um médico.
Para que serve a gabapentina
Segundo a bula consultada (ConsultaRemédios, atualizada em 2024), a gabapentina é indicada para:
Epilepsia: em monoterapia ou como terapia adjuvante no tratamento de crises parciais, com ou sem generalização secundária, em adultos e em crianças a partir de 12 anos.
Dor neuropática: em adultos a partir de 18 anos. A bula descreve estudos na neuralgia pós-herpética (a dor que persiste após o herpes-zóster).
A bula contraindica o uso em pessoas com hipersensibilidade à gabapentina ou a qualquer componente da fórmula e em menores de 12 anos. Também informa que, em geral, a gabapentina não é considerada eficaz nas crises de ausência.
Gabapentina serve para ansiedade ou para dormir?
Nas indicações da bula que li, ansiedade e insônia não aparecem. Na prática clínica, médicos às vezes prescrevem remédios para indicações não listadas na bula (uso off-label), mas isso é uma decisão individual do médico, que avalia riscos e alternativas. Para entender as opções reconhecidas, veja os artigos sobre sintomas de ansiedade, buspirona e insônia. Nunca use gabapentina por conta própria para ansiedade ou sono.
Dose segundo a bula
Segundo a bula:
Epilepsia (adultos e a partir de 12 anos): a faixa de dose eficaz nos estudos foi de 900 a 3.600 mg por dia. O tratamento pode começar com 300 mg, três vezes ao dia, no primeiro dia, ou com a dose titulada gradualmente, e é aumentado em três doses igualmente divididas até o máximo de 3.600 mg por dia. O intervalo máximo entre as doses, no esquema de três vezes ao dia, não deve passar de 12 horas, para minimizar o risco de convulsões.
Dor neuropática (adultos): a dose inicial é de 900 mg por dia, em três doses iguais, aumentada se necessário, de acordo com a resposta, até o máximo de 3.600 mg por dia.
Idosos: a bula informa que as mesmas doses recomendadas para adultos podem ser usadas, mas que o clearance (eliminação) da gabapentina é reduzido em idosos e em quem tem insuficiência renal. Nesses casos, a dose deve ser ajustada pela função dos rins.
Retirada: reduzir a dose, parar ou trocar por outro remédio deve ser feito de forma gradual, durante no mínimo 1 semana.
Essas são as doses descritas na bula, e a dose certa depende de cada pessoa, definida pelo médico.
Efeitos colaterais da gabapentina
Nos estudos de dor neuropática descritos na bula, os efeitos mais frequentes em quem usou gabapentina, comparados ao placebo, foram:
Tontura: 21,1% (contra 6,5% com placebo)
Sonolência: 16,1% (contra 5,0%)
Edema periférico (inchaço): 5,4% (contra 2,6%)
Boca seca: 3,3% (contra 0,9%)
Ataxia (falta de coordenação): 2,3% (contra 0%)
Ganho de peso: 1,7% (contra 0%)
Nos estudos gerais, os efeitos que mais levaram à interrupção do tratamento foram sonolência, ataxia, tontura, fadiga e náusea ou vômito. A bula orienta não dirigir nem operar máquinas até saber como o remédio afeta a pessoa.
Avisos e riscos importantes
Suspensão abrupta: em pessoas com epilepsia, parar de repente um anticonvulsivante pode precipitar estado de mal epiléptico. Depois da interrupção abrupta da gabapentina, os eventos mais relatados foram ansiedade, insônia, náusea, dor e sudorese. Por isso, nunca pare por conta própria.
Abuso e dependência: a bula relata casos de abuso e dependência no banco de dados pós-comercialização e recomenda avaliar com cuidado o histórico de abuso de medicamentos antes de prescrever. Avise o médico se esse for o seu caso.
Opioides e outros depressores do sistema nervoso central: há relatos de depressão respiratória, sedação e morte quando a gabapentina é usada com opioides e outros depressores, com preocupação especial em pessoas frágeis, idosos, com doença respiratória grave e uso de muitos remédios. Não combine sem orientação médica.
Reações alérgicas graves: a bula lista anafilaxia, angioedema (inchaço do rosto e da garganta) e reação cutânea grave com sintomas sistêmicos (DRESS). Se houver inchaço, falta de ar ou manchas pelo corpo, procure atendimento médico imediato.
Antiácidos: os que contêm alumínio e magnésio reduzem a absorção da gabapentina em cerca de 20%. A bula recomenda tomar a gabapentina 2 horas depois deles.
Álcool: a bula que li não traz orientação específica sobre álcool, mas, como a gabapentina causa sonolência e tontura, converse com seu médico antes de beber.
Se você ou alguém próximo tiver pensamentos de morte ou de se machucar, o CVV atende 24 horas pelo telefone 188 e, em risco imediato, ligue para o SAMU, 192.
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Perguntas frequentes
Para que serve a gabapentina?
Segundo a bula, para crises parciais da epilepsia (adultos e crianças a partir de 12 anos) e para a dor neuropática (adultos a partir de 18 anos).
Qual a dose de gabapentina?
A faixa de dose eficaz descrita na bula vai de 900 a 3.600 mg por dia, em três doses divididas. Na dor neuropática, a dose inicial é de 900 mg por dia. A dose certa é definida pelo médico.
Gabapentina serve para ansiedade?
Ansiedade não aparece entre as indicações da bula que li. Qualquer uso fora da bula (off-label) deve ser decidido por um médico, depois de avaliar riscos e alternativas.
Gabapentina dá sono?
Sim, sonolência e tontura estão entre os efeitos mais frequentes. Nos estudos de dor neuropática, sonolência ocorreu em 16,1% dos pacientes e tontura em 21,1%.
Posso parar a gabapentina de uma vez?
Não. A bula recomenda reduzir a dose de forma gradual, durante no mínimo 1 semana, e relata sintomas como ansiedade, insônia, náusea, dor e sudorese após a suspensão abrupta. Em quem tem epilepsia, parar de repente pode precipitar crises prolongadas.
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Fontes
Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A TelemedSim não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.
