Aripiprazol: para que serve, dose e efeitos colaterais
Aripiprazol: para que serve, dose e efeitos colaterais
Aripiprazol é um medicamento antipsicótico, de uso oral, indicado segundo a bula para o tratamento da esquizofrenia e para o tratamento agudo e de manutenção da mania e de episódios mistos do transtorno bipolar tipo I em adultos. É tomado uma vez ao dia, com ou sem alimentos, e só deve ser usado com prescrição e acompanhamento médico. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náusea, dor de cabeça, inquietação e insônia, e a bula também alerta para riscos como o comportamento compulsivo, incluindo jogo. Nunca aumente, reduza ou pare a dose por conta própria.
Para que serve o aripiprazol
Segundo a bula consultada (ConsultaRemédios, revisada em maio de 2023), o aripiprazol é indicado para:
Esquizofrenia: a eficácia foi estabelecida em estudos de curta duração e em um estudo de manutenção. Para entender o quadro, veja o artigo sobre CID F20, esquizofrenia.
Transtorno bipolar tipo I em adultos: tratamento agudo e de manutenção da mania e de episódios mistos, como monoterapia ou, na mania aguda, em associação com lítio ou valproato. Para entender o transtorno, veja o artigo sobre CID F31, transtorno afetivo bipolar.
Essa bula informa que não há indicação aprovada para pacientes pediátricos, e que o medicamento não é aprovado para psicose relacionada à demência. As indicações podem variar entre bulas de marcas e épocas diferentes, e só o médico define se o aripiprazol serve para o seu caso.
Como o aripiprazol é usado e a dose da bula
Segundo a bula:
Esquizofrenia: a dose inicial e a dose-alvo são de 10 mg ou 15 mg por dia, em uma tomada, independentemente das refeições. Doses acima de 10 a 15 mg não foram mais eficazes nos estudos, e os aumentos não devem ser feitos antes de duas semanas.
Mania bipolar: a dose inicial é de 15 mg por dia, que pode chegar a 30 mg por dia conforme a resposta. A segurança de doses acima de 30 mg por dia não foi avaliada em estudos clínicos.
Como tomar: uma vez ao dia, por via oral, com ou sem alimentos. Essas doses são as descritas na bula, e a dose certa depende de cada pessoa, definida pelo psiquiatra. Pessoas que tomam certos remédios ou que têm uma característica genética de metabolização podem precisar de ajuste.
Efeitos colaterais do aripiprazol
Segundo a bula, as reações mais comuns em adultos nos estudos (10% ou mais) foram:
Náusea, vômito e constipação;
Dor de cabeça e tontura;
Acatisia (sensação de inquietação interna, de não conseguir ficar parado);
Ansiedade, insônia e inquietação.
A bula descreve ainda tontura ao levantar (queda de pressão ao ficar em pé), com risco de desmaio, e, em estudos curtos de esquizofrenia, uma pequena diferença de ganho de peso em relação ao placebo. Qualquer efeito colateral que incomode ou preocupe deve ser relatado ao médico, que pode ajustar a dose ou considerar outra opção.
Avisos e riscos importantes
A bula destaca:
Comportamentos compulsivos: há relatos de impulsos intensos, como jogo patológico, impulso sexual, compras e alimentação compulsivos, em geral no início ou no aumento da dose. Os profissionais devem alertar pacientes e cuidadores, e a redução da dose ou a interrupção deve ser considerada se isso ocorrer. Se você ou alguém da família notar mudanças assim, avise o médico.
Idosos com psicose ligada à demência: risco de morte maior com antipsicóticos, principalmente por causas cardiovasculares ou infecciosas, e o medicamento não é aprovado para esse uso.
Síndrome neuroléptica maligna: rara e grave, com febre, rigidez muscular, alteração mental e instabilidade do organismo. É uma emergência: o tratamento deve ser interrompido e a pessoa precisa de atendimento intensivo.
Discinesia tardia: movimentos involuntários que podem ser irreversíveis.
Glicose elevada e diabetes: a bula recomenda monitorar a glicemia, principalmente em quem tem fatores de risco.
Suicídio: a bula lembra que a possibilidade de tentativa de suicídio faz parte das doenças psicóticas e do transtorno bipolar, e que pacientes de alto risco devem ser acompanhados de perto.
Dirigir e operar máquinas: a habilidade e a atenção podem ficar prejudicadas, e a bula orienta não dirigir ou operar máquinas até ter certeza de que o remédio não afeta.
Álcool: a bula orienta evitar álcool durante o tratamento.
Contraindicações e interações
A bula informa como contraindicação a hipersensibilidade ao aripiprazol ou a qualquer componente da fórmula. Sobre interações, medicamentos que inibem fortemente certas enzimas do fígado, como alguns antifúngicos e antibióticos, ou que inibem a enzima CYP2D6, como alguns antidepressivos (fluoxetina e paroxetina, por exemplo), exigem redução da dose, e a carbamazepina pode exigir aumento, sempre pelo médico. Avise seu médico sobre todos os remédios que você usa.
Gravidez e amamentação
Segundo a bula, o aripiprazol só deve ser usado na gravidez se os benefícios compensarem o possível risco ao feto, recém-nascidos expostos no terceiro trimestre podem ter sintomas extrapiramidais ou de abstinência, e o medicamento é excretado no leite materno, e as pacientes devem ser orientadas a não amamentar durante o tratamento. Quem engravida ou pretende engravidar deve avisar o médico, sem parar o remédio por conta própria.
Comparação com outros antipsicóticos
O aripiprazol é um entre vários antipsicóticos. Para outras opções, veja os artigos sobre risperidona, olanzapina e haloperidol. A escolha entre eles depende do quadro, dos efeitos colaterais e de outras condições, e é sempre médica.
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Perguntas frequentes
Aripiprazol serve para depressão?
A bula consultada lista apenas a esquizofrenia e a mania do transtorno bipolar tipo I em adultos. Outras indicações podem constar em bulas diferentes, e só o médico define se o aripiprazol serve para o seu caso. Não use por conta própria.
Qual a dose de aripiprazol?
Segundo a bula, na esquizofrenia a dose inicial e alvo é de 10 mg ou 15 mg por dia, e na mania bipolar, de 15 mg por dia, podendo chegar a 30 mg. A dose certa é definida pelo psiquiatra.
Aripiprazol engorda?
Em estudos curtos de esquizofrenia, a bula descreve uma pequena diferença de ganho de peso em relação ao placebo. A resposta varia de pessoa para pessoa, e qualquer mudança deve ser conversada com o médico.
Posso parar o aripiprazol de uma vez?
Não pare por conta própria. A interrupção deve ser feita com orientação médica, que avalia a necessidade e a forma de reduzir.
Aripiprazol pode causar vício em jogo?
A bula relata comportamentos compulsivos, como jogo, compras e impulso sexual, em geral no início ou no aumento da dose, e orienta considerar a redução ou a interrupção. Se notar mudanças assim, fale com o médico.
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Fontes
Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A TelemedSim não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.
