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Donepezila: para que serve, dose e efeitos colaterais

Equipe TelemedSim•30 de outubro de 2026
Donepezila: para que serve, dose e efeitos colaterais

O que é a donepezila?

A donepezila é um medicamento indicado para o tratamento sintomático da demência de Alzheimer de intensidade leve, moderadamente grave e grave. Ela atua aumentando a função da acetilcolina no cérebro, e o objetivo é aliviar sintomas como a perda de memória e de função no dia a dia, e não curar a doença. A bula informa que o potencial do remédio de alterar o curso da doença de base ainda não foi estudado. O uso exige diagnóstico e acompanhamento médico.

Para que serve a donepezila?

A indicação em bula é o tratamento sintomático da demência de Alzheimer, em todas as fases: leve, moderadamente grave e grave. A bula destaca que o diagnóstico da demência de Alzheimer deve seguir critérios científicos aceitos, o que depende de avaliação médica, e não de um teste isolado.

Para entender como a demência é classificada, veja o artigo da TelemedSim sobre o CID F03, a demência não especificada e sobre o transtorno cognitivo leve (CID F06.7).

Como a donepezila age?

Na doença de Alzheimer, acredita-se que parte dos sintomas tenha relação com a deficiência da transmissão colinérgica no cérebro. A donepezila inibe a enzima acetilcolinesterase, que degrada a acetilcolina, e assim aumenta a função colinérgica.

O que esperar do tratamento?

A bula descreve estudos de 6 meses em que parte dos pacientes, chamados de respondedores, teve melhora em uma escala de cognição, na avaliação global feita pelo médico com informações do cuidador e nas atividades de vida diária. Isso significa que o benefício é esperado para uma parte dos pacientes, e não para todos, e que ele é sintomático.

Quando o tratamento é interrompido, a bula informa que há diminuição gradual dos efeitos benéficos. O tratamento de manutenção pode continuar enquanto houver benefício para o paciente.

Dose da bula

Fase da doença

Dose clinicamente eficaz

Leve a moderadamente grave

5 mg ou 10 mg, uma vez ao dia

Moderadamente grave a grave

10 mg, uma vez ao dia

A dose inicial é de 5 mg por dia e pode ser aumentada para 10 mg por dia depois de 4 a 6 semanas. O comprimido é tomado por via oral, uma vez ao dia, e não pode ser partido, aberto ou mastigado. A bula consultada não define um horário do dia. Quem tem insuficiência dos rins ou do fígado leve a moderada pode seguir o mesmo esquema. Essas são as doses de referência: a dose certa é sempre definida pelo médico.

Se uma dose for esquecida, deve ser tomada assim que a pessoa lembrar. Se já estiver perto da próxima, a dose esquecida deve ser descartada, sem dobrar a dose seguinte, pois o esquecimento pode comprometer a eficácia.

Efeitos colaterais

Os eventos adversos mais comuns na doença leve a moderadamente grave, com 10 mg por dia, foram diarreia, câimbras, fadiga, náusea, vômito e insônia. Também foram frequentes dor de cabeça, vertigem e sonhos anormais. Na doença grave, os mais comuns foram diarreia, náusea e agressividade.

Náusea, vômito e diarreia aparecem mais com 10 mg do que com 5 mg. Na maioria dos casos são leves e passageiros, às vezes durando de 1 a 3 semanas, e melhoram com o uso continuado. O paciente deve ser observado com cuidado no início do tratamento e depois de cada aumento de dose.

A bula também menciona perda de peso: em um estudo com doença moderadamente grave a grave, 2,5% dos pacientes em 10 mg apresentaram perda de peso. O peso deve ser acompanhado.

Cuidados com o coração

Por sua ação, a donepezila pode reduzir a frequência cardíaca (bradicardia). Isso é especialmente importante em quem tem alteração do nó sinoatrial ou do sistema de condução do coração, como bloqueios sinoatrial e atrioventricular. Foram observados casos de desmaio (síncope), bradicardia e bloqueios. O médico deve saber de qualquer problema cardíaco antes de começar.

Outras precauções

  • Estômago: o remédio pode aumentar a acidez gástrica, e quem tem história de úlcera ou usa anti-inflamatórios (AINEs) deve ser monitorado quanto a sinais de sangramento.

  • Pulmão: deve ser prescrito com cuidado a quem tem asma ou doença pulmonar obstrutiva.

  • Convulsões: os remédios dessa classe podem ter potencial para causar convulsões, que também podem ser uma manifestação da própria doença de Alzheimer.

  • Anestesia: a donepezila pode exacerbar o relaxamento muscular do tipo succinilcolina, e o anestesista deve ser avisado.

  • Síndrome neuroléptica maligna: casos muito raros foram relatados, com febre, rigidez muscular, instabilidade da pressão e alteração da consciência.

  • Dirigir: a demência pode prejudicar a capacidade de dirigir, e o remédio pode causar fadiga, tontura e câimbras.

Interações

Deve-se evitar o uso junto com outros inibidores da colinesterase. Medicamentos como cetoconazol, quinidina, itraconazol, eritromicina e fluoxetina podem inibir o metabolismo da donepezila. Rifampicina, fenitoína, carbamazepina e álcool podem reduzir os níveis do remédio. A donepezila pode interferir com medicamentos anticolinérgicos. Betabloqueadores que atuam na condução do coração podem ter ação somada.

Segundo a bula, a donepezila não altera o metabolismo da risperidona e da sertralina, e o metabolismo dela não é alterado por esses medicamentos. Para conhecer essas opções, veja os artigos sobre risperidona e sertralina.

Quem não deve usar?

A bula contraindica a donepezila em quem tem hipersensibilidade ao medicamento, a derivados da piperidina ou a algum componente da fórmula. Na gravidez, ela é classificada na categoria C de risco. Não existem estudos adequados em crianças.

Sinais de alerta

Procure atendimento de emergência (SAMU, 192) se houver desmaio ou pulso muito lento, vômitos intensos que não passam, vômito com sangue ou fezes escuras, febre alta com rigidez muscular e confusão, convulsão, ou salivação intensa, suor, fraqueza e dificuldade para respirar. Os últimos são sinais de crise colinérgica, descrita na bula como consequência de superdose.

Como conseguir avaliação com psiquiatra online

A donepezila é vendida sob prescrição. A TelemedSim oferece consulta psiquiátrica online para avaliar sintomas de perda de memória e de função, discutir o diagnóstico e acompanhar o tratamento, com a participação de familiares e cuidadores, que podem estar presentes na consulta.

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Perguntas frequentes

A donepezila cura o Alzheimer?

Não. A bula indica o remédio para o tratamento sintomático e informa que o potencial de alterar o curso da doença ainda não foi estudado. O objetivo é aliviar sintomas, e o benefício varia de pessoa para pessoa.

Qual é a dose de donepezila?

A dose inicial é de 5 mg por dia, que pode subir para 10 mg por dia depois de 4 a 6 semanas. Na doença leve a moderadamente grave, 5 mg e 10 mg são clinicamente eficazes, e na moderadamente grave a grave a dose eficaz é de 10 mg.

Posso parar a donepezila de repente?

A bula não observou efeito rebote nem abstinência com a suspensão repentina, mas informa que os efeitos benéficos diminuem gradualmente depois que o tratamento é interrompido. A decisão de parar deve ser tomada com o médico.

A donepezila dá náusea e diarreia?

São efeitos comuns, principalmente no início e depois de aumentar a dose. Na maioria dos casos são leves e passageiros, durando de 1 a 3 semanas, mas devem ser avisados ao médico.

A donepezila pode dar insônia ou sonhos estranhos?

Sim, insônia e sonhos anormais constam entre os eventos adversos relatados. Se atrapalharem o sono, converse com o médico.

A TelemedSim conecta você a um psiquiatra online para avaliar os sintomas e orientar o tratamento com segurança.

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Fontes

Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A TelemedSim não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.

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