Comece hoje a cuidar da sua mente com a oferta exclusiva de novembroCupomNOVEMBRO20Agendar Consulta
agomelatinaValdoxanantidepressivotranstorno depressivo maiortranstorno de ansiedade generalizada

Agomelatina (Valdoxan): para que serve, dose e riscos

Equipe TelemedSim•03 de novembro de 2026
Agomelatina (Valdoxan): para que serve, dose e riscos

Agomelatina (Valdoxan): para que serve, dose e riscos

A agomelatina, vendida como Valdoxan, é um antidepressivo indicado para o transtorno depressivo maior e para o transtorno de ansiedade generalizada em adultos. A dose da bula é de 25 mg ao deitar, e o uso exige exames do fígado antes e durante o tratamento, porque o remédio pode elevar as transaminases e, mais raramente, causar lesão hepática grave. Ele é contraindicado junto com fluvoxamina e ciprofloxacino.

Para que serve a agomelatina

Segundo a bula profissional, o Valdoxan é indicado para:

  • Transtorno depressivo maior (TDM): em adultos

  • Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): em adultos

  • Depressão moderada a grave em adolescentes de 12 a 17 anos: apenas quando a depressão não respondeu à psicoterapia isolada, e sempre em combinação com psicoterapia

Ele não é indicado para menores de 12 anos, e a bula não recomenda o uso no TAG abaixo de 18 anos. Para entender os diagnósticos, veja os artigos da TelemedSim sobre os sintomas, as causas e o tratamento da depressão e sobre a ansiedade generalizada (CID F41.1).

Como tomar e dose da bula

A dose diária recomendada é de um comprimido de 25 mg, tomado ao deitar, com ou sem refeição. O comprimido não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Situação

Dose da bula

Adultos, depressão ou TAG

25 mg ao deitar

Adultos sem melhora

Pode subir para 50 mg (dois comprimidos de uma vez) após 2 semanas na depressão ou 4 semanas no TAG

Adolescentes de 12 a 17 anos

25 mg ao deitar, sem ajuste de dose

A bula orienta que o aumento para 50 mg seja decidido caso a caso, porque a dose maior eleva o risco de aumento das transaminases, e que o tratamento dure no mínimo seis meses para que a pessoa fique sem sintomas. Para quem está trocando de um antidepressivo ISRS ou IRSN, a agomelatina pode ser iniciada de imediato enquanto a dose do outro é ajustada, seguindo a bula do remédio anterior para a retirada. Ao parar a agomelatina, a bula informa que não é necessária redução gradual da dose. Essas são as doses de referência: o esquema certo é sempre definido pelo psiquiatra.

Exames do fígado: o principal cuidado

Após a comercialização, foram relatados casos de lesão hepática com a agomelatina, incluindo aumento das enzimas do fígado acima de 10 vezes o limite normal, hepatite, icterícia e insuficiência hepática. Alguns casos, excepcionais, tiveram desfecho fatal ou levaram a transplante em pessoas com fatores de risco para o fígado. A bula informa que a maioria ocorreu nos primeiros meses de tratamento.

Por isso, a bula determina:

  • Antes de começar: exame das transaminases (ALT e AST) em todos os pacientes. O tratamento não deve ser iniciado se estiverem acima de 3 vezes o limite superior do normal

  • Durante o uso: novos exames após cerca de 3 semanas, 6 semanas, 12 semanas e 24 semanas, e depois quando houver indicação clínica

  • Ao aumentar a dose: repetir os exames com a mesma frequência do início

  • Suspender imediatamente se as transaminases passarem de 3 vezes o limite normal ou se surgirem sinais de lesão no fígado

Nos estudos clínicos, o aumento das transaminases acima de 3 vezes o limite normal ocorreu em 1,3% dos pacientes com 25 mg por dia e em 2,6% com 50 mg, contra 0,4% com placebo. A bula pede cuidado redobrado em quem tem obesidade, esteatose hepática, diabetes, uso excessivo de álcool ou usa outros remédios que afetam o fígado.

Efeitos colaterais

A bula descreve as reações como geralmente leves a moderadas, concentradas nas duas primeiras semanas e, em geral, passageiras. As mais comuns são dor de cabeça, náusea e tontura. Também são citados, como comuns:

  • Sonolência e insônia

  • Ansiedade e sonhos anormais

  • Diarreia, constipação, dor abdominal e vômitos

  • Dor nas costas e cansaço

  • Aumento de peso

A tontura e a sonolência exigem atenção ao dirigir ou operar máquinas. Reações incomuns ou raras incluem pensamentos ou comportamento suicida, agitação, agressividade, pesadelos, mania ou hipomania, confusão e alucinações.

Interações importantes

A agomelatina é metabolizada principalmente pela enzima CYP1A2. Segundo a bula:

  • Contraindicado: fluvoxamina e ciprofloxacino, que inibem fortemente essa enzima. Com a fluvoxamina, a exposição à agomelatina aumentou cerca de 60 vezes

  • Cuidado: propranolol, enoxacina e estrogênios, que elevam a exposição ao remédio

  • Fumo: o cigarro reduz a quantidade de agomelatina no organismo, principalmente em quem fuma 15 cigarros ou mais por dia

  • Rifampicina: pode reduzir a disponibilidade da agomelatina

  • Álcool: a combinação não é recomendada

Para conhecer os medicamentos citados, veja os artigos sobre fluvoxamina e sobre propranolol.

Quem não deve usar e cuidados especiais

A bula contraindica a agomelatina em caso de:

  • Alergia ao medicamento ou a algum componente

  • Doença do fígado ativa, cirrose ou transaminases acima de 3 vezes o normal

  • Uso junto com inibidores potentes da CYP1A2, como fluvoxamina e ciprofloxacino

  • Idade abaixo de 12 anos

Outros pontos de atenção:

  • Idosos: não há efeito documentado na depressão a partir dos 75 anos nem no TAG a partir dos 65 anos, e a bula diz que o remédio não deve ser usado nesses grupos. Também não deve ser usado na depressão de idosos com demência

  • Transtorno bipolar: uso com cautela em quem já teve mania ou hipomania, e suspensão se surgirem sintomas maníacos. Veja o artigo sobre o transtorno bipolar tipos 1 e 2

  • Gravidez: os dados são limitados, e a bula diz que é preferível evitar o uso

  • Amamentação: não se sabe se o remédio passa para o leite, e um risco para o bebê não pode ser excluído

  • Rins: cautela na doença renal moderada ou grave

Sinais de alerta

Avise o médico de imediato e procure atendimento se surgirem urina escura, fezes claras, pele ou olhos amarelados, dor no lado direito superior da barriga ou cansaço súbito e persistente sem causa, pois podem indicar lesão no fígado. Em caso de pensamentos de se machucar ou de suicídio, procure ajuda na hora: o CVV (188) atende 24 horas, e o SAMU (192) atende emergências. A bula alerta que o risco de pensamentos suicidas pode aumentar no início da melhora e é maior em quem tem menos de 25 anos. Em superdose, a bula informa que não existe antídoto específico, e o Disque-Intoxicação atende pelo 0800 722 6001.

Como conseguir avaliação com psiquiatra online

O Valdoxan é vendido sob prescrição, com retenção da receita. A TelemedSim oferece consulta psiquiátrica online para avaliar o quadro, discutir as opções de tratamento da depressão e da ansiedade e acompanhar quem já usa antidepressivo, incluindo a solicitação e a leitura dos exames de controle. Para comparar com outra opção da mesma classe, veja o artigo sobre a vortioxetina (Brintellix).

Agendar consulta com psiquiatra online

Perguntas frequentes

Agomelatina e Valdoxan são a mesma coisa?

Sim. Agomelatina é o princípio ativo, e Valdoxan é o nome comercial no Brasil, em comprimidos de 25 mg.

Por que o Valdoxan exige exame de sangue?

Porque pode aumentar as enzimas do fígado e, raramente, causar lesão hepática grave. A bula pede exame antes de iniciar e após cerca de 3, 6, 12 e 24 semanas, e a suspensão imediata se as transaminases passarem de 3 vezes o limite normal.

Posso tomar Valdoxan de manhã?

A bula recomenda uma tomada diária ao deitar, com ou sem refeição. O horário faz parte do esquema previsto, e qualquer mudança deve ser combinada com o psiquiatra.

Posso parar o Valdoxan de uma vez?

A bula informa que não é necessária redução gradual da dose ao interromper. Mesmo assim, a decisão de parar deve ser do médico, porque a bula recomenda tratar por no mínimo seis meses para assegurar a melhora.

O Valdoxan engorda?

Aumento de peso é citado como reação comum na bula, e diminuição de peso como incomum. A resposta de cada pessoa pode variar e deve ser acompanhada na consulta.

A TelemedSim conecta você a um psiquiatra online para avaliar se a agomelatina é adequada para o seu caso.

Falar com um psiquiatra da TelemedSim

Fontes

Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A TelemedSim não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.

WhatsApp